sábado, 28 de agosto de 2010

Vote consciente.



Inútil.

É assim que eu me sinto quando penso que essa será a minha "primeira vez" nas eleições - aos 19 anos. Por mais incrível que pareça (irony detected), não estou nem um pouco empolgada pra isso.

Hoje, durante o almoço, eu e minha mãe conversávamos sobre política. Nem sei como o assunto começou - me sinto tão noob que até evito falar sobre isso. Sei apenas que estávamos falando sobre o "voto consciente".

Vou votar consciente do que? De que nenhum dos candidatos é bom, mas eu vou votar mesmo assim? De que, independentemente de quem ganhar, o país vai continuar do mesmo jeito, mas o país precisa do meu voto? "Ah, a Dilma é uma ex-terrorista, estou consciente disso. E vou votar nela". Isso é votar consciente?

E quando eu digo que vou votar "nulo", as pessoas fecham a cara e dizem que estou ferindo a democracia, abrindo mão do meu direito de decisão. Que democracia é essa que precisa obrigar as pessoas a votarem em alguém?

Como já disse meu amigo pensador, Nando, "algum dia alguém vai perceber que a constituição é um jogo, o poder legislativo um bobo da corte, o executivo, uma avó chata e que pra governar basta ser carismático e não trabalhador."
Me despeço com um facepalm, que dedico pra Renata.

Ruby.

Transmissão de pensamento: http://inf3rn4ndo.blogspot.com/

Um comentário:

  1. Valeu pela citação, me sinto lisonjeado. Concordo em número, gênero e grau com o post.

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