terça-feira, 21 de setembro de 2010

αγάπη

Ágape. Eros. Psique.

Eu tinha muito pra falar. E as palavras me fugiram agora.
Só sei... sentir.
E por mais que isso pareça improvável,
eu sei que o sol nasce amanhã, outra vez.


Ruby.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Todos iguais, e tão desiguais.





Nerd. Carioca. Fofo. Engraçado. Sheldon. Meu amigo ;]

Nunca achei que fosse possível encontrar alguém tão parecido comigo - e, ao mesmo tempo, tão diferente de mim - na internet. Nando, esse é o nome da peste (considere isso um apelido carinhoso ^^). Chegou do nada, me questionando num ponto um pouco polêmico (a internet deixa as pessoas mais burras?) e foi me conquistando um pouquinho mais a cada dia.

Meu irmão perdido, que mora tão longe, e que parece que está tão perto...

Confesso que as noites no MSN ficam mais interessantes quando surge um assunto polêmico o suficiente pra gente discutir. E é engraçado ver como nossas opiniões, de tão diferentes, se parecem. Eu invejo sua inteligência, seu modo de enxergar o mundo e sua opinião formada. Sua personalidade forte, crítica e incrivelmente doce.

Ambos somos viciados em livros - Harry Potter, principalmente, já que foi assim que nos conhecemos. Extremamente egoístas quando falamos de chocolate. Piadistas e sarcásticos ao extremo (o que o leva a idolatria pelo Eminem). Simpáticos (e modestos ;]). Adoramos seriados em geral. Amamos discutir qualquer assunto que seja - desde que civilizadamente. Somos críticos, amáveis e... Bem, a gente é foda. DHIASDHISHD

A diferença mais gritante é a área que escolhemos pra nossa formação. Nando, exatas. Ruby, humanas. Mas não poderia ser mais perfeito que isso - as idéias se completam nas discussões, o aprendizado é mútuo e o carinho também. Ele é a Ruby de exatas. Eu sou o Nando de humanas.

Ele começou a ouvir 30 Seconds to Mars por minha causa. E eu passei a prestar atenção em Eminem por causa dele. E tirando o fato de que ele não gosta de forró - e eu não entendo porque, haha - nossos gostos musicais se confundem de tão parecidos.

E é por essas e outras, Nando, que eu acredito que você seja SIM meu irmão perdido, a parte de mim que me completa de alguma forma. E espero sinceramente que possamos ser amigos sempre, ainda mais do que somos hoje, até que a parte racional da Ruby se identifique com a parte emocional do Nando, perdida dentro de você em algum canto escondido.

Te adoro, amigo! <3

Wanna make me smile?



When you first left me, I was wanting more, but you were fucking that girl next door... Whatd you do that for?

When you first left me, I didnt know what to say... I'd never been on my own that way. Just slept by myself all day.

I was so lost back then, but with a little help from my friends, I found the light in the tunnel at the end... Now you're calling me up on the phone, so you can have a little whine and a moan, and it's only because you're feeling alone...

At first, when I see you cry, it makes me smile!
(yeah, it makes me smile...)

At worst, I feel bad for a while, but then i just smile! I go ahead and smile... xD

s2, babe.
See how much I love you now. ;**

sábado, 4 de setembro de 2010

Pensamentos - Caneta e Papel.


Às vezes penso que esperar cansa. Outras, que não compensa. Outras ainda que cansa, mas compensa. Das três, uma. Duas chances de ver o filme, apenas uma de participar dele. Ultimamente, percebo que a mim tem sido dado um longo período de férias na minha já frustrada carreira de atriz-principal-de-filme-romântico. É bom, mas cansa. Assim como esperar.

A história nunca começa. Se começa, pausa ou trava. E se não trava, acaba logo. Nem dá tempo de acabar com a Coca.
Pessimismo.
Trauma de fim-de-sonho-mal-idealizado.

(...)

A garotinha já crescida, pensando em escrever e querendo desabafar, contar a verdade, bater em alguém e matar um dragão, talvez. As cordas vocais davam nó na garganta, assim como veias, artérias, pulmão e nervos no corpo todo. Sendo assim, não podia falar, não conseguia sentir e mal dava pra respirar direito. O silêncio, o barulho, a multidão, o vazio e a vida: tudo lhe sufocava. Sim, era boba. Precisava escrever para dizer o que sentia. Usava o máximo que sua super capacidade de se expressar lhe permitia: a palavra escrita. Sim, era louca, e apelava a todos os seres inanimados à sua volta que lhe devolvessem a vida.

Por que as nuvens não caem se tudo cai? É que a força da gravidade é menor que a força que as levanta. Inteligente, não é? Mas caem em forma de chuva. Essa é a minha vingança. (Clarice Lispector)

Hoje me ataquei a escrever. Se toda escrita tem um motivo, essa é porque descobri que, às vezes, o silêncio dói menos do que a verdade. Essa sim, é golpe certeiro, morte certa, indolor e imperceptível. A mim. Não gosto do silêncio, mas todos precisamos dele. É necessário ouvi-lo de vez em quando.

Fatos são pedras duras, de fatos não há como fugir. O coração tem várias versões de verdade. É preciso escolher a que melhor compensa (e, às vezes, é necessário escolher a errada para perceber qual era a certa).

A garganta está seca. Mas aguardo a hora da proteção. A hora da estrela. Em que colocarei o que sinto para fora, receberei um abraço e ouvirei que tudo ficará bem, e meu para sempre não será jamais interrompido. Enquanto isso, é tempo de morangos.

Ruby.
(texto escrito em 2007; Clarice Lispector)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

"Tudo no mundo...

...começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida.

Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o que, mas sei que o universo jamais começou.

Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho.

Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos?

Se esta história não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos - sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre um contato interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último ou primeiro pulsar.

[...]

Porque há o direito ao grito.
Então eu grito.
Grito puro e sem pedir esmola.


A Hora da Estrela - Clarice Lispector.