sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Vamos fugir.

Que tal fugir por um momento ? Desse lugar em que você vive, para um mundo que só você encontre?
E que tal levar alguém? E que tal ir de alazão? Ou em uma Ferrari, sei lá? E que tal um céu azul? Uma praia? Um dia de chuva? Um campo? E que tal Hollywood? Ou Paris?
Não importa para onde vá, como vá, com quem vá. Importa q nesse mundo você seja o rei, o cavaleiro, o camponês, a feiticeira, ou o personagem que você inventar. Que tenha flores pra você regar todas as manhas, que tenha o arco íris depois de uma tempestade. Que tenha uma banda, que tenha um poeta, que tenha o que você deseja e que tudo o que você deseja possa valer a pena.
E se não for realidade, que seja o seu mais lindo sonho, e se alguém tentar te empurrar de um penhasco, é só dizer: “E daí? Eu adoro voar!”


Por: Gabriele Duarte.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

1h da manhã.

Eu mudei o design do blog. Vi o Kin formatando o site e fiquei com vontade de mudar também. Se não me engano, o blog do Nando já foi desse jeito um dia, rs.
Enfim.
Estou com uma tremenda vontade de escrever, mas me falta inspiração. Já tentei continuar uma das minhas fics, tentei escrever num diário, tentei começar uma história nova... Nada disso completou o vazio dentro de mim. É, pareceu meio poético demais dizer assim, mas é exatamente como estou me sentindo. Como se faltasse alguma coisa e eu não fizesse a mínima idéia do que é.
São tantos pensamentos viajados na cabeça agora, como pássaros fugindo de alguma coisa. Eu tento organizá-los, achar uma linha pra seguir, mas é inútil. Então vai assim mesmo. À lá Rubem Alves, soltarei meus pássaros e deixarei que voem livres.
Difícil é quando alguns insistem em ficar presos. Associação livre não funciona.
Como agora.
Deixarei que descansem então.

Ruby.

Conversas paralelas.

Conversar com o Nando é sempre um exercício agradável à mente e ao coração. Não importa o assunto, ele sempre me faz rir e pensar.
Falávamos sobre ar-condicionado e, não sei como, a conversa foi parar nas nossas manias de criança. Como voar, por exemplo. Ou aquele desejo louco de sermos astronautas ou veterinários. Deus, como era fácil desejar ser algo e acreditar que realmente podíamos! Nossa imaginação fértil criava mundos paralelos onde podíamos ser tudo, desde um cachorro rosa extraterrestre a um novo tipo de Power Ranger mais forte que os outros cinco. E era tão bom deixar a cabeça nas nuvens e esquecer que havia um chão!
Mas sempre há um bandido nos sonhos de criança: a realidade. Não seria justo essa história acabar bem. Nós temos que crescer.
E agora me pergunto: por quê? Sou extremamente revoltada com o cara que disse que, simplesmente, precisamos crescer. Seja ele Deus ou quem quer que seja, foi extremamente cruel. Porque além de nos tirar a melhor fase de nossas vidas - a única em que não nos preocupamos com coisa alguma, a não ser com a hora de comer, de brincar e de dormir - ainda a condenou ao esquecimento. Tenho certeza que não sou a única a não se recordar de muita coisa da infância.
Ah, se fosse possível simplesmente voltarmos a ser crianças! Se fosse fácil libertar a criança que ainda existe dentro de nós e impedi-la de morrer lentamente...
"Crescer não é fácil", já me diziam. E agora vejo porque.

Ruby.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pra falar outra vez de livros

Há uns dias, ouvi uma frase engraçada do Nando, meu amigo-irmão. Estávamos falando de livros (ou de casamento?) e ele me disse: "Você vai acabar casando com um livro, Ruby".

Foi engraçado no contexto, mas me fez pensar... Minha relação com os livros é mais do que apenas leitor-letras. É um caso de amor. Uma paixão incontestável. Não tenho dúvidas disso. Por exemplo, o melhor cheiro do mundo é o cheiro de um livro novo (é, o Nando riu disso)... E o melhor presente pra mim é, sem dúvidas, um livro.

E por falar nisso, recebi ontem um exemplar de O Menino do Pijama Listrado. Não veio remetente, cartão, bilhete ou nada do tipo. Não sei quem mandou. Mas esse Desconhecido, certamente, conhece meu gosto. Mal sabe ele como me fez feliz com esse simples presente.

Pra não dizer que não falei de livros, despeço-me.

Ruby.

Ostra feliz não faz pérola.

Estou lendo um livro de Rubem Alves, indicação de um amigo da faculdade. Esse livro, Ostra Feliz Não Faz Pérola, é um conjunto de pensamentos soltos. Nas suas próprias palavras, pensamentos engaiolados, presos há muito tempo, que ele resolveu soltar em forma de livro.

O que me espanta é que esse é - ou era - exatamente o objetivo desse blog.

Pensamentos soltos. Livres.

É interessante ver como Rubem Alves fala, num momento, da sua época da faculdade (Durkhein, Weber e Nietzsche) e, sem mais nem menos, a história muda para um grupo de patos selvagens cortando o céu. Pode parecer estranho, mas essa é a graça desse livro. "Cada página é um começo e um fim".

Mais interessante ainda é ver como um psicanalista, educador e teólogo consegue traduzir tão bem meus pensamentos em poucas e simples palavras. Parece trabalho fácil.

Só posso dizer que esse livro me encantou. Mais do que achei ser possível.

Saí do meu mundinho e, finalmente, consigo entender a língua do escritor.

"Para se entender um livro...

... de outro mundo, a primeira condição é sair do nosso mundo. Isso exige uma decisão preliminar: 'Vou, provisoriamente, num jogo de faz-de-conta, parar de ter minhas idéias. Vou desembarcar do meu mundo. Vou entrar no mundo do autor. Vou aprender a sua língua...'. Se eu não fizer isso não terei condições de entendê-lo, se for o caso, ainda que para discordar dele honestamente. Se eu parto do pressuposto de que o autor só diz besteiras eu só lerei besteiras - as que estavam dentro de mim."

Rubem Alves.