
O turbilhão de pensamentos é forte, rápido e ansioso por sair. Eu tento colocar em palavras o que eu sinto e fazê-las dignas de serem lidas. Compreensíveis a quem mal entende o que penso.
Mas a confusão é tanta que para. Entala. São tantas coisas a dizer que, no fim, não consigo dizer nenhuma delas. No meio dessa encruzilhada, sento-me no meio e espero que alguém simplesmente desvende o mistério da minha mente. Easy way.
Impossível dizer claramente o que se passa em minha mente agora, quando eu mesma não sei ao certo como desvendar a confusão. Quando tudo parece tão incerto e tão estranho, é a hora exata de encontrar a saída e achar um caminho no meio do caos.
E quando o caos é o lugar com o qual mais me identifico, a situação fica ainda pior. Sinto-me a vontade no caos. Talvez seria grande o choque de saber exatamente como sou e o que penso. Pensar em tudo ao mesmo tempo é melhor do que não pensar em nada.
Difícil é tirar da cabeça o que incomoda, o que faz mal. Saber que está errado e, mesmo assim, continuar tentando. Masoquismo rules nessas horas.
Se iludir faz parte do processo. Sonhar com tudo o que eu sei ser improvável, impossível. E, justamente por ser improvável e impossível, é o mais desejado. É o que faz bem e destrói ao mesmo tempo. Dá prazer e mata lentamente. Não o sonho, mas a realidade. A descoberta de que é e apenas será isso, um sonho. Simples, fácil, rápido e prático. Felicidade instantânea, mas nada duradoura.
E como fechar a linha de pensamento? Frases de efeito são ótimas, mas falta no estoque.
Talvez compense deixá-los em aberto, para serem pensados mais tarde.
Eis minha incógnita.

