segunda-feira, 22 de agosto de 2011

E há tempos tive um sonho...

Não me lembro...
"Tua tristeza é tão exata e hoje o dia é tão bonito...". Já estamos acostumados a não termos mais nem isso!
Os sonhos vêm, os sonhos vão e o resto é imperfeito.
Dissestes que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira...
E há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade! E há tempos são os jovens que adoecem! E há tempos o encanto está ausente e há ferrugem nos sorrisos. E só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção...
Meu amor, disciplina é liberdade. Compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem. Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa...

Renato Russo.

Muitos minutos num só minuto.



"Acalma esse coração, pequena, que desespero nunca resolveu problema"
Caio Fernando Abreu


Ultimamente, o desespero tem sido o único acompanhante nessa caminhada. Se não o último, talvez o que mais se manifesta. Tantas pedras ao mesmo tempo no caminho, sem intervalo grande o suficiente pra que possam ser puladas ou simplesmente removidas. Sem coragem pra continuar com tantos obstáculos e o medo de ter chegado ao fim, sentado à beira da estrada, olhando o tempo passar. Quando não se encontra o berço da força, a origem da luz permanece escondida. E logo quando o caminho parecia ter se tornado mais fácil de percorrer... Era ainda mais difícil. Doce peça que esperou para ser pregada.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Certas pessoas.

Aquelas que, talvez, nunca te chamariam a atenção em uma outra situação, um outro lugar. Mas por causa de um gosto em comum - ínfimo, bobo - vocês se tornam melhores. Amigos, amantes, conversas, risadas. Melhores pessoas.
Aquela que te faz enxergar o melhor de você, mesmo que de maneira dura, e que é dona das palavras mais sinceras. Aquela que te conquista na primeira vez que a vê. Aquela que te entende sem você precisar 'dizer' nenhuma palavra. Aquela que sempre tem a palavra carinhosa e amiga que ilumina seus dias. Aquela que vai te fazer rir sempre, não importa a situação - e melhor: te faz pensar. Aquela que te dá o amor necessário pra viver e que - por Deus, quem diria - tem no abraço a proteção que você precisa. Aquela que é pura complexidade: amor e ódio, independência e carência, mas que faz falta. Aquela que você morre pra conhecer pessoalmente, finalmente - a dona das risadas e dos melhores momentos. Aquela que te instiga, aguça a imaginação e o desejo. Aquela que some, desaparece, e volta dizendo que, surpresa, ainda chora de saudades. Aquela que foi melhor amiga pra sempre enquanto ainda havia contato, e que, por mais que a chama enfraqueça, o carinho não morre jamais. Aquela que transpira pureza, inocência, e convoca proteção. Aquela que fala as besteiras necessárias pra brilhar seu dia, por mais escuro que seja. Aquela que está ali sempre pra ouvir - seu psicólogo particular, que às vezes solicita o mesmo trabalho. Aquela que te protege, te escuta, ao mesmo tempo que pede proteção, atenção e paciência. Aquela que aparece de vez em quando, sempre com o conselho certo, o puxão de orelha e a razão necessária ao coração emotivo.

A vocês que, por mais que estejam longe, estarão sempre por perto.
Aos amigos virtuais, a outros nem tão virtuais assim, que esperam o tempo certo pra aparecerem.
Aos sonhos impossíveis que esperam oportunidade.
Aos planos que construímos juntos, e que necessitam de um pouco mais de sonhos.

A vocês, meus amigos: Duds, Kin, Mariah, Luh, Nando, Walter, Tonio, Pam, Mile, Rodrigo, Nanda, Bells, Thay, Lundeen, Mocarzel e Drigz.

A vocês, meu sincero obrigada. Por existirem.

domingo, 10 de abril de 2011

Verborragia.

Há tempos não apareço por aqui. Nem mesmo tenho pensado nisso - vai entender. Escrevo agora por pura falta do que fazer, sem ter exatamente sobre o que falar. Associação livre. Meu blog é um prato cheio pros psicanalistas de plantão. Ainda tem muita coisa na minha cabeça, pra variar, mas a sintonia mudou. Não são as mesmas coisas. Talvez até sejam as mesmas coisas, mas vistas de um jeito diferente. Muitas delas ja se resolveram - ou pelo menos deram o primeiro passo em direção a uma possível solução. Outras me fizeram perceber que não valhe a pena pensar nelas. "Deixa acontecer...", é o que me dizem. Eu deixo. As coisas estão um pouco mais leves. Mais fáceis de serem levadas. Não dói tanto lembrar delas, e isso é um bom sinal. Resta ver até onde esse novo equilíbrio vai. E eu realmente espero que dure.

Ruby.

sábado, 26 de março de 2011

Aqui.


Agora que você parece não ligar, que já não pensa e já não quer pensar, dizendo que não sente nada... Estou lembrando menos de você. Falta pouco pra me convencer que sou a pessoa errada. Não dá pra disfarçar. Eu tento aparentar frieza, mas não dá... não dá pra ocultar. Algo preso quer sair do meu olhar, atravessar montanhas e te alcançar, tocar seu olhar, te fazer me enxergar e se enxergar em mim. E eu já não vejo a hora...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu




Tento imaginar a resposta pra todas aquelas perguntas.
Imaginando se vou encontrar nelas o que tanto espero ouvir. E se, por acaso, não estiver explícito, com todas as letras, pelo menos o indício de que ao menos cruzou sua mente. De que foi necessário pensar em todas as formas de querer dizer, sem dizer nada.
Se isso for verdade, então faz jus ao ego em êxtase.
Faz ter valido a pena cada palavra dita - e não dita -, cada suspiro em noite clara e cada desejo pedido em voz alta. Dá sentido aos sonhos, aos planos e aos meios de se chegar ao fim, ainda que incerto. Dá voz ao que grita silenciosamente sem que ninguém, a não ser ele mesmo, possa escutar.
E se nada disso for verdade... Bem.
Resta agradecer e dar voz à razão.

domingo, 30 de janeiro de 2011

All this feels strange and untrue.


Eu tento falar.
O turbilhão de pensamentos é forte, rápido e ansioso por sair. Eu tento colocar em palavras o que eu sinto e fazê-las dignas de serem lidas. Compreensíveis a quem mal entende o que penso.
Mas a confusão é tanta que para. Entala. São tantas coisas a dizer que, no fim, não consigo dizer nenhuma delas. No meio dessa encruzilhada, sento-me no meio e espero que alguém simplesmente desvende o mistério da minha mente. Easy way.
Impossível dizer claramente o que se passa em minha mente agora, quando eu mesma não sei ao certo como desvendar a confusão. Quando tudo parece tão incerto e tão estranho, é a hora exata de encontrar a saída e achar um caminho no meio do caos.
E quando o caos é o lugar com o qual mais me identifico, a situação fica ainda pior. Sinto-me a vontade no caos. Talvez seria grande o choque de saber exatamente como sou e o que penso. Pensar em tudo ao mesmo tempo é melhor do que não pensar em nada.
Difícil é tirar da cabeça o que incomoda, o que faz mal. Saber que está errado e, mesmo assim, continuar tentando. Masoquismo rules nessas horas.
Se iludir faz parte do processo. Sonhar com tudo o que eu sei ser improvável, impossível. E, justamente por ser improvável e impossível, é o mais desejado. É o que faz bem e destrói ao mesmo tempo. Dá prazer e mata lentamente. Não o sonho, mas a realidade. A descoberta de que é e apenas será isso, um sonho. Simples, fácil, rápido e prático. Felicidade instantânea, mas nada duradoura.
E como fechar a linha de pensamento? Frases de efeito são ótimas, mas falta no estoque.
Talvez compense deixá-los em aberto, para serem pensados mais tarde.
Eis minha incógnita.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Muito prazer, me chamam de otário.


Por me arriscar demais, por me entregar por completo, por confiar cegamente.
Por ter medo de errar, por não ter tentado, por não ter desistido.
Por ter me machucado, por ter insistido, por sempre saber como acaba.
Por amar demais, por amar de menos, pelo receio de amar.
Pela dança na chuva, pelo dia de sol, pelo riso escondido.
Pelas piadas não feitas, pelos amigos perdidos, pelos amores passageiros.
Por confundir o amor, por me iludir facilmente, por não conseguir esquecer.
Por ser fraca, por ser a mais forte, por não saber jogar.
Por ter perdido a hora, por não ter pego aquele vôo, por não ter se arrependido.
Por ainda amar demais, por ter vontade de ir embora, por seguir o caminho errado.
E se for pra ter medo, se for pra não desistir e se arrepender de algo,
que me chamem do que for.
Eu amo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

The best part of me


É aquela que me diz pra tentar, sem medo de dar errado ou me machucar no final. É aquela que me diz que, se eu cair, eu posso levantar e tentar outra vez. É aquela que não me culpa por comer sem medo de engordar ou ficar feia, e que sabe que a melhor parte de mim vem de dentro, não de uma simples embalagem que se deteriora com o tempo. A melhor parte de mim vem dos outros, que me dizem, todos os dias, o quanto é bom estarem por perto. A melhor parte de mim é aquela que sabe que é recíproco. A melhor parte de mim são os motivos que me fazem rir à toa, sem querer chamar atenção e, principalmente, sem medo de ser idiota. Ou louca. É aquela que me faz entender que os loucos são felizes e que não há problema nenhum nisso. A melhor parte de mim é aquela que completa meu mundo, que é só meu, e é aquela que me faz sentir que só sei ser sozinha junto de alguém. É aquela que completa meu mundo, igual ou diferente, perto ou distante, da mesma língua, cor ou raça, ou não. A melhor parte de mim é aquela de quem eu sinto saudade e que me faz pensar todos os dias em como sou feliz por ao menos saber como ela está. A melhor parte de mim é, e sempre será, a melhor parte de mim, presente ou não. A melhor parte de tudo isso é não saber quem sou e nem saber, exatamente, qual é a melhor parte de mim.

Ruby.