sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Nossas escolhas...

Como uma corda sendo puxada dos dois lados.

Frenético. Constante. Violento. Adoecedor.

É fato que a corda pode acabar se rompendo. Wish I had a physicist friend to help me with this.

A questão é que a corda, se não se arrebenta, se cansa. Ela pode muito bem - porque ela tem todo direito, obrigada - se levantar, atravessar a rua e ir pra casa, onde haverá leite, biscoitos e um bom livro como consolo. Talvez um beijinho de boa noite. Se ela volta no outro dia pra brincar outra vez, bem... quem pode prever isso?

A amiga corda talvez esteja cansada de ser uma corda. De servir de apoio a uma brincadeira que a machuca, mesmo que ninguém perceba - pode uma corda se machucar? alguém conhece uma corda que ja se machucou? como ela pode se machucar por tão pouco?

Desagrada a corda ser uma corda. Mas como deixar de ser uma corda, se todos esperam que ela seja uma corda? Qual será sua função? Qual será seu papel? De qual categoria ela vai fazer parte? Obviamente não se encaixa em "mangueira", "cobra", "palito de dente". Em "balanço", talvez, mas os outros balanços a tratariam diferente. Tratariam?

Terminando o título,

... revelam quem realmente somos."

And I choose me.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

All over again.

Ontem um amigo me lembrou que esse blog ainda existe.

Perguntas sem respostas: por que e até quando.

Tomei a liberdade de declarar o dia de ontem, 23 de Outubro, como o Dia Internacional da Nostalgia. Internacional em mim. Não sei se já existe nesse mundo paralelo que ultrapassa as barreiras da minha mente criativa, mas no meu mundo ainda não. E aqui finjo ser rei, então finjo que decido. E fingidamente decidido está.

Várias peças fora do tabuleiro, cartas escondidas na manga, peões que se tornaram reis - alguns caíram de cara no xeque mate. Ideias sem planos, planos que mudaram de ideia, salve Renato Russo. Quem quer saber disso? A questão é que decidi abraçar a tão aclamada nostalgia e reviver os velhos tempos.

E não, não é bom.

E fica aqui a dúvida de por que esse blog voltou.

Voltou?

É. Quem sabe.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

E há tempos tive um sonho...

Não me lembro...
"Tua tristeza é tão exata e hoje o dia é tão bonito...". Já estamos acostumados a não termos mais nem isso!
Os sonhos vêm, os sonhos vão e o resto é imperfeito.
Dissestes que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira...
E há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade! E há tempos são os jovens que adoecem! E há tempos o encanto está ausente e há ferrugem nos sorrisos. E só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção...
Meu amor, disciplina é liberdade. Compaixão é fortaleza. Ter bondade é ter coragem. Lá em casa tem um poço, mas a água é muito limpa...

Renato Russo.

Muitos minutos num só minuto.



"Acalma esse coração, pequena, que desespero nunca resolveu problema"
Caio Fernando Abreu


Ultimamente, o desespero tem sido o único acompanhante nessa caminhada. Se não o último, talvez o que mais se manifesta. Tantas pedras ao mesmo tempo no caminho, sem intervalo grande o suficiente pra que possam ser puladas ou simplesmente removidas. Sem coragem pra continuar com tantos obstáculos e o medo de ter chegado ao fim, sentado à beira da estrada, olhando o tempo passar. Quando não se encontra o berço da força, a origem da luz permanece escondida. E logo quando o caminho parecia ter se tornado mais fácil de percorrer... Era ainda mais difícil. Doce peça que esperou para ser pregada.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Certas pessoas.

Aquelas que, talvez, nunca te chamariam a atenção em uma outra situação, um outro lugar. Mas por causa de um gosto em comum - ínfimo, bobo - vocês se tornam melhores. Amigos, amantes, conversas, risadas. Melhores pessoas.
Aquela que te faz enxergar o melhor de você, mesmo que de maneira dura, e que é dona das palavras mais sinceras. Aquela que te conquista na primeira vez que a vê. Aquela que te entende sem você precisar 'dizer' nenhuma palavra. Aquela que sempre tem a palavra carinhosa e amiga que ilumina seus dias. Aquela que vai te fazer rir sempre, não importa a situação - e melhor: te faz pensar. Aquela que te dá o amor necessário pra viver e que - por Deus, quem diria - tem no abraço a proteção que você precisa. Aquela que é pura complexidade: amor e ódio, independência e carência, mas que faz falta. Aquela que você morre pra conhecer pessoalmente, finalmente - a dona das risadas e dos melhores momentos. Aquela que te instiga, aguça a imaginação e o desejo. Aquela que some, desaparece, e volta dizendo que, surpresa, ainda chora de saudades. Aquela que foi melhor amiga pra sempre enquanto ainda havia contato, e que, por mais que a chama enfraqueça, o carinho não morre jamais. Aquela que transpira pureza, inocência, e convoca proteção. Aquela que fala as besteiras necessárias pra brilhar seu dia, por mais escuro que seja. Aquela que está ali sempre pra ouvir - seu psicólogo particular, que às vezes solicita o mesmo trabalho. Aquela que te protege, te escuta, ao mesmo tempo que pede proteção, atenção e paciência. Aquela que aparece de vez em quando, sempre com o conselho certo, o puxão de orelha e a razão necessária ao coração emotivo.

A vocês que, por mais que estejam longe, estarão sempre por perto.
Aos amigos virtuais, a outros nem tão virtuais assim, que esperam o tempo certo pra aparecerem.
Aos sonhos impossíveis que esperam oportunidade.
Aos planos que construímos juntos, e que necessitam de um pouco mais de sonhos.

A vocês, meus amigos: Duds, Kin, Mariah, Luh, Nando, Walter, Tonio, Pam, Mile, Rodrigo, Nanda, Bells, Thay, Lundeen, Mocarzel e Drigz.

A vocês, meu sincero obrigada. Por existirem.

domingo, 10 de abril de 2011

Verborragia.

Há tempos não apareço por aqui. Nem mesmo tenho pensado nisso - vai entender. Escrevo agora por pura falta do que fazer, sem ter exatamente sobre o que falar. Associação livre. Meu blog é um prato cheio pros psicanalistas de plantão. Ainda tem muita coisa na minha cabeça, pra variar, mas a sintonia mudou. Não são as mesmas coisas. Talvez até sejam as mesmas coisas, mas vistas de um jeito diferente. Muitas delas ja se resolveram - ou pelo menos deram o primeiro passo em direção a uma possível solução. Outras me fizeram perceber que não valhe a pena pensar nelas. "Deixa acontecer...", é o que me dizem. Eu deixo. As coisas estão um pouco mais leves. Mais fáceis de serem levadas. Não dói tanto lembrar delas, e isso é um bom sinal. Resta ver até onde esse novo equilíbrio vai. E eu realmente espero que dure.

Ruby.

sábado, 26 de março de 2011

Aqui.


Agora que você parece não ligar, que já não pensa e já não quer pensar, dizendo que não sente nada... Estou lembrando menos de você. Falta pouco pra me convencer que sou a pessoa errada. Não dá pra disfarçar. Eu tento aparentar frieza, mas não dá... não dá pra ocultar. Algo preso quer sair do meu olhar, atravessar montanhas e te alcançar, tocar seu olhar, te fazer me enxergar e se enxergar em mim. E eu já não vejo a hora...