sábado, 29 de janeiro de 2011

Muito prazer, me chamam de otário.


Por me arriscar demais, por me entregar por completo, por confiar cegamente.
Por ter medo de errar, por não ter tentado, por não ter desistido.
Por ter me machucado, por ter insistido, por sempre saber como acaba.
Por amar demais, por amar de menos, pelo receio de amar.
Pela dança na chuva, pelo dia de sol, pelo riso escondido.
Pelas piadas não feitas, pelos amigos perdidos, pelos amores passageiros.
Por confundir o amor, por me iludir facilmente, por não conseguir esquecer.
Por ser fraca, por ser a mais forte, por não saber jogar.
Por ter perdido a hora, por não ter pego aquele vôo, por não ter se arrependido.
Por ainda amar demais, por ter vontade de ir embora, por seguir o caminho errado.
E se for pra ter medo, se for pra não desistir e se arrepender de algo,
que me chamem do que for.
Eu amo.

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